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sábado, 22 de dezembro de 2012

Amor Vaidoso

Amamos
O que oculto escolhemos
e não o que somos

E entre as asas dos anjos
colhem-se as migalhas...
E no ardil 
da vaidade
miserável é o ser
que foge da verdade...

Quando o amor
calado
ama o vácuo
despede-se da dor
da posse , do fardo....

E de humano transforma-se em anjo
e de anjo , a Deus , eterno 
amado...

Luiz Grimaldi
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domingo, 16 de dezembro de 2012

Real Crueldade


Cadê o braço
do abraço ,
o beijo , o toque ,
o laço ?

Cadê o sorriso ,
colorido , 
paraíso alegre
do carinho ?

Cadê a flor ,
espontânea do amor ?

Desabrocham
espinhos da dor
Fere a carne que pensa,
sangra a razão que descobre...

Que tudo neste mundo
ilude-se na conveniência...

Luiz Grimaldi
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E o mundo vai acabar...

Se existe , no momento
de um vasto 
universo- que persiste mais que eterno-

O pigmeu humano inventa um fim
por um deus tirano ,
que vai acabar com o mundo
e o seu rebanho arrebatar...

Não vejo assim :

O humano é a doce promessa do divino
e a toda estrela regressa...
E Deus maior que os infernos criados
por humanos pequenos...

O mundo que acaba
está acabando sem parar....
Quem sabe ?
 Um dia acabe
a ignorância da criatura 
que parece não cessar...

Mas vi um mundo que partiu
quando a alma do humano sumiu
e menos que o animal
o espectro ressurgiu...

Cansado
vai o mundo pagar
o devorador humano 
que a tudo quer devorar...

Cansado 
vai o humano parar
quando a terra devorada
não mais renovar...

Luiz Grimaldi
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quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Renovatiovita


O ser vive 
pelo que sente
e não pelo que mente

O ser 
mera semente
que lhe rouba a mente ,
ou o que lhe consente...

Tudo quanto vive
no vazio inexistente,
mais vazio toma ,
ao seu abismo inclemente

O ser só vive,
pelo que sente e não
pelo que mente...

Luiz Grimaldi
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Delícia amarga

Prazer , tolo prazer
sede que cala
Dor por perda ou sentida ,
dor que fala

Assim vive , 
ser que não sabe ver
que das rosas
só os espinhos sente...

Mas a sede
quer da vida
o prazer que mente
e mata a vida
por prazer ausente...

Luiz Grimaldi

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Meus coadjuvantes

Esquecer
Simplesmente deitar 
Sequer morrer...

Quem penso que sou ?
Que peso que sou!
Por viver dentro de outros
E não ser

Que baste ter ?
Reclusa alma poente de meus dias
sem manhãs...

Que baste ser !
Voa livre alma solta
Renascer , sem nome , lugar ou data...

Quem sou ?
Jamais direi
Simplesmente , serei...


Luiz Grimaldi

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