engole sem mastigar,
a vida , não digere , nem o leve sorrir a face ,
nem a palavra em melodia...
Tudo é peso , é tudo covardia ,
Vives ?
Ou vives mais morto em trevas ,
ou a destruir tantas vidas...
Deserto cru de alma desnuda ,
desnutrida e muito , muito mais que muda...
Deserto mais frio que o inferno , escura alma solitária...
Deserto petrificado e esquecido ,
sem nada e de ninguém a lembrança...
Deserto insólito , dos braços sem abraços ,
das dores e dos beijos sem amores...
Pergunto a escura sombra do teu reino:
Aonde estás , se teu vazio toma o espaço,
que tua alma forma ?
Sem resposta ?
Ria , mais saiba , que um dia , um dia ,
tua alma que já chora ,
será , por ti , ouvida...