aos mais aureos brilhos
o amante vive o sonho
que para todos é delírio
Que vale amar
objeto do ardil
que mente atar em lábio servil ?
Quando não!
dispersas as formas morais
de tão amorfas
quanto insubstanciais
Enegrece o ser
ao regresso do vazio
que para existir
e para ter e viver
jaz morto em seu próprio abismo
Que lhe dá a alma
se roubado o sentir
vedada e amordaçada
por quimeras do porvir ?
Que lhe dá a alma
se não suplanta alheias opiniões
que faz da vida
a serpente das ilusões ?
Nenhum comentário:
Postar um comentário